"Aquilo que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e jamais penetrou em coração humano são as coisas que Deus, têm preparado para aqueles que o amam." (I Co 2:9)

domingo, 9 de maio de 2010

Profissão mãe

Uma mulher foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram- lhe para informar qual era a sua profissão.

Ela hesitou, sem saber como se classificar.
- O que eu pergunto, é se tem um trabalho? - insistiu o funcionário.
- Claro que eu tenho um trabalho! - exclamou - Sou Mãe!

- Não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar "dona de casa".
Disse friamente o funcionário.

Não voltei a lembrar dessa história, até esses dias ao me encontrar em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu, era obviamente uma funcionária de carreira, eficiente, segura e dona da situação, perguntou:

- Qual é a sua ocupação?
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram da minha boca.
- Sou doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.

A funcionária fez uma pausa com a caneta no ar, olhando para o papel, e me olhou como quem não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então a funcionária começou a escrever, e me perguntou:

- Posso perguntar o que faz exatamente?
- Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe, faz isso), em laboratório e em campo experimental (normalmente eu teria dito, dentro e fora de casa). Sou responsável, por uma equipe (minha família) e já recebi quatro projetos (todas meninas).

- Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?), e a carga horária exigida é de 14 horas por dia (pra não dizer 24)

Houve um crescente tom de respeito, pela funcionária que acabando de preencher o formulário, se levantou e pessoalmente me abriu a porta. Ao chegar em casa, com o título da minha carteira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, uma com 7, e uma com 3 anos. Do andar de cima pude ouvir o meu mais novo experimento, (um bebê de seis meses) testando uma nova tonalidade de voz.

Senti -me triunfante! Ser mãe... que carreira gloriosa!
Uma homenagem a todas as mulheres, mães, amigas e companheiras. Doutoras na arte de fazer a vida melhor!

(Transcrito) Um feliz dia das mães!


ps: Manhêêêêêê... te amo muuuuito!

sábado, 1 de maio de 2010

Eu e alguns colegas da escola, fomos incluídos por uma professora, em um projeto de cinema. O objetivo do mesmo, era fazer com que nós criássemos, um curta-metragem sobre um determinado tema.
A semana passou tão rápido, mais aprendemos muitas coisas nela. Não só na parte técnica de saber como operar o programa de edição de vídeo, como filmar nos planos específicos...mas aprendemos com as pessoas com quem trabalhamos na respectiva semana. Cada um é de um jeito, cada tem seus defeitos... cada um pensa de um modo diferente; já escrevi sobre isso aqui, e vou repetir, o grande barato de conviver com pessoas é esse... saber respeitar, saber externar as nossas opiniões sem magoar o outro. O filme trata sobre a história de um aluno, que estuda numa escola de surdos e escuta normalmente, mas sofre com a rejeição de um professor que leciona na escola. Essa história é verdadeira, mas aconteceu ao contrário.. era uma aluna surda que estudava em um colégio de ouvintes. Colégio esse, que vem a ser hoje a escola onde eu estudo, o IEPIC; que na época não tinha nenhum surdo. A Renata, aluna que sofreu isso na pele foi a primeira surda a estudar no IEPIC e se formar com louvor. Após a sua passagem pelo colégio, as portas foram abertas e a inclusão garantiu uma parte do IEPIC. É claro que ainda é muito difícil fazer alguns alunos e professores perceberem a importância de incluir todas as pessoas que têm algum tipo de deficiência. Mas acreditamos, que mesmo devagar, conseguiremos uma escola totalmente e não por parte inclusiva.


Beeeeeijo! ;*